Mosteiro Budista Suddhavāri

Budismo Theravada, Tradição da Floresta

Ajahn Mudito passará o período de julho a outubro em São Lourenço, Minas Gerais.

O período de julho a outubro é a época de monções na ásia e existe a tradição dos monges budistas residirem num único local durante esses três meses – o chamado retiro das monções, ou vassa, em pāli.

Seguindo instruções de Luang Pó Liem e dos demais monges sêniores da Forest Sangha, Ajahn Mudito passará o período do vassa na região de São Lourenço, se possível, residindo na floresta. A razão pela qual Luang Pó lhe deu essa ordem é para que já se comece a criar um relacionamento com a população local e também para facilitar o processo de procura e compra de um terreno na região. Junto com Ajahn Mudito estará João Nery Rafael, membro importante da Sociedade Budista do Brasil, que também estará em retiro pessoal durante esse período.

Mesmo estando em retiro, Ajahn Mudito continuará dando ensinamentos pela internet para os grupos que já participam das palestras online, e agora também para os membros do programa Amigos da SBB (mais detalhes sobre esse programa serão divulgados em breve no sie http://sociedadebudistadobrasil.org/, fiquem de olho!)

Com relação aos status atual do nosso projeto, já ultrapassamos a marca de 50% do valor estimado necessário para compra de um terreno e já estamos em conversação avançada com um proprietário da região, averiguando documentação e negociando preço. Assim que possível, daremos mais notícias o progresso desta negociação.

De qualquer forma, pedimos às pessoas que não parem de fazer suas contribuições porque de fato é essa a chave para que o projeto se realize. Se houverem recursos suficientes, mesmo que a compra do terreno que estamos negociando agora não se concretize, bastará buscar outro na região ou mesmo em outra localidade (alguns praticantes de São Paulo estão sondando o interior do estado, em busca de possíveis locais naquela região). No que diz respeito às pessoas, tanto Ajahn Mudito como os demais membros a Sociedade Budista o Brasil estão plenamente comprometidos em tornar este projeto realidade. Nossa esperança é de ainda nos próximos meses podermos ter já adquirido um local, e então começarmos a planejar a construção do mosteiro em si. Contamos com o apoio de todos vocês e que esse projeto seja para o benefício de muitos!

Anumodanā

31 Comentários

  1. Arthur Sahaker

    6 junho, 2017 at 16:48

    RUA DONA ANTONIA DE QUEIROZ 532
    23

    • Arthur Shaker

      6 junho, 2017 at 16:51

      Muito bom, Ajahn. Estamos juntos, nesses passos desse precioso projeto. Contem comigo para os apoios pertiinentes.

      com Metta
      Arthur Shaker

      Casa de Dharma
      Nucleo Neurociencias, MIndfulness e Saúde

  2. Muito bom..Estamos torcendo para que dê tudo certo….

    • Vai dar tudo certo, o Dhamma orienta, e dirige nossos atos e ações. O lugar que mais se adequar será o melhor. São Lourenço (MG) parece bacana. Metta.

  3. Rodrigo Bom de Oliveira

    7 junho, 2017 at 15:18

    Se precisarem de voluntário para construção etc, seria uma honra servir Dhamma em casa,

    • Quando chegar a hora de construir, toda ajuda será bem vinda.

      • Venerável, por favor, me responda uma dúvida que tenho.

        Seguir à risca os 5 preceitos é uma obrigação para todo budista leigo ou não é necessariamente obrigatório, mas sim apenas uma recomendação do Buda?

        Se eu bebo uma taça de vinho (ou até mesmo cerveja) a cada dois ou três meses, por exemplo, não posso me considerar uma budista?

        Obrigada.

  4. Só acho uma pena que estes mosteiros são quase sempre em locais longínquos, de difícil acesso. Infelizmente, não são todos que terão a oportunidade de visitá-los.

    Acredito que até mesmo as grandes capitais possuem os seus próprios locais de refúgio, repletos de verde e silêncio em meio ao cotidiano caos urbano. O Rio de Janeiro, por exemplo, é cheio deles – a meu ver, seria a melhor opção.

    • Inicialmente estávamos com planos de permanecer no Rio, mas tivemos que mudar por causa da violência…

      • Violência? E onde ela não está presente nos dias de hoje? Nem mesmo as grandes capitais da Europa ficam isentas a mesma, haja visto os ataques terroristas que as bombardeiam diuturnamente.

        Acredito que é justamente nos locais onde se há mais violência é que se deve entrar com a cultura de Paz. Elas são as que mais necessitam de Dhamma.

        Da mesma forma, para exemplificar, creio que projetos sociais devam estar presente justamente nos locais mais violentos, como nas favelas, por exemplo, e não em bairros nobres que não carecem de projetos sociais ou políticas públicas que os assistam.

        • Tem um pouco de razão no que você diz, mas no nosso caso chegou a ponto da vida das pessoas que vêm meditar ser posta em risco. Não foi só por causa da violência que aparece no jornal, a situação ficou tão ruim para nós que simplesmente tornou-se impossível de administrar.

          • Se chegou a este ponto, creio que se trate de um problema pontual — diretamente relacionado ao local específico onde ocorriam as práticas ou, quiça, ao ‘modus operandi’ da administração local no que tange a políticas de segurança no recinto.

            Eu, por exemplo, pratico meditação numa ‘sangha’ zen budista localizada literalmente aos pés da comunidade Pavão-Pavãozinho, em Copacabana. A comunidade é violenta, óbvio. No entanto, é impressionante a paz e o silêncio que temos dentro da ‘sangha’. Visite para ver, recomendo.

            Acredito que o segredo esteja na parceria entre a ‘sangha’ e a comunidade local. É preciso que toda a comunidade ao redor sinta-se ‘abraçada’ pela ‘sangha’. Hoje, sinto que toda aquela comunidade tem conosco um sentimento de gratidão — muitas vezes até exagerado! Recordo-me que, em meados de 2012, um indivíduo pichou o muro da ‘sangha’ e criminosos da área tentaram agredi-lo. É claro que os administradores da ‘sangha’ os repreenderam a não agredi-lo. Agora, imagine você se alguém tentar roubar ou ameaçar a vida de algum praticante que por ventura venha nos conhecer em nossa ‘sangha’?

            Penso que a violência é tão somente o reflexo de que algo está errado na área da política pública e social local. Além disso, não julgo correto mudar de endereço a cada ato violento ocorrido junto à ‘sangha’. Já pensou se começarem a ocorrer, por exemplo, assaltos lá no terreno comprado em São Lourenço? Vão se mudar outra vez?

            Eu sou amiga de um sociólogo (praticante leigo) que atua diretamente fazendo esta ‘ponte’ entre a ‘sangha’ e a comunidade local. Se vocês permanecerem no Rio, talvez eu possa apresentá-los para que o mesmo, se possível, realize (voluntariamente, claro!) um trabalho social junto a comunidade que os permeiam ou, pelo menos, apresentar a vocês ideias e projetos de como se relacionarem com todo o entorno.

            Outro ponto que julgo importante ressaltar (apesar de óbvio!) é que não é todo local no Rio de Janeiro que tem tamanha periculosidade a ponto de tornar inviável a implantação de um local de prática. Se assim o fosse, nós não teríamos grandes igrejas, sinagogas, terreiros de umbanda e candomblé, comércios, instituições bancárias e até mesmo ‘shopping centers’ em pleno funcionamento por toda a cidade.

          • Bom, o local em Sta. Teresa em que estávamos antes agora está livre. Se vocês acham que conseguem lidar com esse problema, talvez seja de interesse do seu grupo. Aqui tem umas fotos: https://get.google.com/albumarchive/103399416097372187093/album/AF1QipNO2gsMoBUmON1hBUUdomuf7Mjw5VbsYzTL6UxV

  5. Maria Emília

    7 junho, 2017 at 18:19

    Plena confiança no andamento deste precioso projeto. Adhitannã

  6. Creio que houve um mal entendido. Prontifiquei-me a ajudá-los (nesta interface com a comunidade local) caso permanecessem no Rio, independentemente do lugar escolhido para a implantação da ‘sangha’. Agora que a sede em Santa Tereza está desocupada, não se faz mais necessário a minha ajuda, não há nem mais o porquê.

    Não estou em busca de um local para estabelecer uma nova ‘sangha’ zen budista — e nem poderia, pois não estou falando em nome da ‘sangha’ a qual participo, mas sim como uma praticante laica que tão somente a frequenta.

    Por fim, o que me resta fazer é torcer para que fiquem no Rio e, claro, desejá-los, desde já, os meus mais sinceros votos de sucesso nesta nova empreitada.

    Boa sorte 🙂

    • Juliana, da violência o melhor a fazer é fugir mesmo.
      Não se deve negociar com comunidades violentas, muito menos com marginais.

      • Então, fujam ‘ad aeternum’, quiça para Marte, pois todo o Brasil é violento, em maior ou menos grau. Aliás, como já disse noutrora, o mundo é violento, haja visto os ataques terroristas que bombardeiam diuturnamente as grandes capitais da Europa, como Paris e, mais recentemente, Londres.

        Ademais, Luis, mas não se trata de mera negociata com ‘marginais’, mais sim de inclusão social. Já ouviu falar?

        Desculpe, mas sua visão parece-me limitada, irrefutavelmente contrária aos valores budistas — pelo menos os quais aprendi.

      • Comentário retificado:

        Então, fujam ‘ad aeternum’, quiça para Marte, pois todo o Brasil é violento, em maior ou menor grau. Aliás, como já disse noutrora, o mundo é violento, haja visto os ataques terroristas que bombardeiam diuturnamente as grandes capitais da Europa, como Paris e, mais recentemente, Londres.

        Ademais, Luis, não se trata de mera negociata com ‘marginais’, mas sim de inclusão social. Já ouviu falar?

        Desculpe, mas sua visão parece-me limitada, irrefutavelmente contrária aos valores budistas — pelo menos os quais aprendi.

        • Bom, Juliana. Acredito que o Administrador esclareceu o porquê da mudança e essa atitude tomada tem todo o meu apoio.
          É óbvio que há violência no mundo todo, mas o bom senso recomenda que se evitem os lugares mais violentos, concorda? Nada mais que puro bom senso.
          Negociar e/ou conviver com marginais jamais poderá produzir bons frutos, de acordo com os valores budistas ou de qualquer outra tradição espiritual séria. Para sua própria segurança e de seus entes queridos seria bom levar isto seriamente em consideração.
          Obrigado pela disponibilidade em conversar.

          Com Metta.

          • Luis,

            Pelo visto, creio que você não leu o excerto presente em meu comentário no que se refere à inclusão social. Permanece, deliberadamente, batendo na mesma tecla alusiva a negociatas com ‘marginais’, sinonimizando tal termo à expressão ‘comunidade’ e, o que é ainda mais triste, ignorando o fato de que a maior parte das pessoas que nesta convivem também são reféns do medo e carecem — mais do que qualquer outra parcela da população! — de instituições que as sociabilizem e as introduzam no caminho inerente à cultura de Paz. Em suma, você olha para o próprio umbigo, pensando somente na segurança e no bem-estar de si e dos seus. E, cá entre nós, isso vai, irrefutavelmente, contra os valores budistas e de quaisquer outras tradições espirituais minimamente comprometidas em agregar valor à sociedade a qual pertencem.

            Outro ponto que já ressaltei em um dos meus comentários anteriores e que você (assim como o administrador da página) parece ignorar é o fato de que não é todo local no Rio de Janeiro que tem tamanha periculosidade a ponto de tornar inviável a implantação de um local de prática. Se assim o fosse, nós não teríamos grandes igrejas, sinagogas, terreiros de umbanda e candomblé, comércios, emissoras de TV, casas lotéricas, instituições bancárias e até mesmo ‘shopping centers’ em pleno funcionamento por toda a cidade, inclusive dentro de comunidades carentes — como no caso da Rocinha, por exemplo.

            O seu comentário é generalista e marginaliza as comunidades como um todo. Ademais, ‘pinta’ um Rio de Janeiro inabitável de cabo a rabo — algo que só existe na cabeça de quem odeia o Rio de Janeiro ou daqueles que têm o Jornal Nacional como sua principal fonte de informação.

            Parafraseando suas próprias palavras, sugiro que para sua segurança e de seus entes queridos você vá morar em outro planeta, em um lugar onde não exista nenhum grau de violência, mazelas sociais ou qualquer outro tipo de sofrimento humano que careça de atenção específica — nada mais que puro ‘bom senso’.

            Abraço.
            P.S.: não responderei a comentários posteriores, haja visto que não tenho como ‘esporte’ bater boca na Internet, tampouco com pessoas de visões ideológicas tão divergentes as minhas — deveras incapacitadas de olhar para o Todo.

          • Apenas um pequeno adendo: se você propõe usar esta coisa que chama de ‘bom senso’ a fim de evitar os lugares mais violentos, por quê, então, estabelecer uma nova ‘sangha’ justamente no Brasil (?), que é hoje o 16º país mais violento de todo o planeta, onde o número de homicídios é maior do que o de países em guerra? Incoerente, não!?

  7. Muito feliz com a notícia de um mosteiro Theravada nas minhas Minas Gerais! Vou fazer de tudo pra me mudar pra essa região Sul maravilhosa de Minas!

  8. Gente. Todos voces estão corretos, porém nunca foi possivel contentar todo mundo. O Mosteiro theravada no Brasil é uma aspiração antiga de todos nós. O Budismo é conciliação, concordância, amor e compaixão. Não é apaixonado nem ligado a nada deste mundo. Muitas vezes a verdadeira compaixão está escondida.
    Ajahn Mudito é uma pessoa muito especial e que tivemos imensa sorte de ter no Brasil. O mais difdicil para o Mosteiro era atingir a massa critica de Monges Brasileiros. Creio que isso já deve ser uma relidade.
    Nós devemos nos considerar muito sortudos, porque nascemos em uma época que o Bhudda Sasana está novamente surgindo no mundo e se espalhando por todo o planeta muitro rapidamente.
    É muito dificil a presença de um Bhudda no mundo. Nós que temos essa sorte e que tivemos a felicidade de perceber isso e entender a Grandiosidade do Bhudda em todo seu esplendor, com um ensinamento inigualavel em todos os sentidos, não podemos nos dar ao luxo de discutir por tão pouco!
    O lugar do Mosteiro é importante porque os monges precisam de paz e tranquilidade para conduzir suas tarefas.
    Não creio que uma cidade grande como São Paulo ou Rio possam ser lugares ideais. Penso que um lugar isolado como São Lourenço é muito bom.
    Porém estou tão contente com a noticia, que qualquer lugar é bom. E lembrem-se, esse é só o primeiro e sempre é o mais dificil. Outros poderão vir, no Rio, São Paulo.
    Tenho plena confiança no Veneravel Ajahn Mudito, que deve ter enfrentado muitas dificuldades para chegar até aqui. Agora cabe-nos ajuda-lo e não criar problemas e discussões inuteis.
    Devemos todos ficarmos unidos e apoia-lo e deixarmos todas desavenças e preferências pessoais de lado. Neste momento não é importante quem está com a razão.
    Estou a disposição de Ajahn e qualquer outro que precise de ajuda.
    Copmo disse sabiamente no inicio o Dhamma acorda inicia e conduz. O Dhamma conduzirá e auxiliará a todos nesta dificil missão muito importantew para nós. Muito mais pessoas estão perdidas e não tem conhecimento do Dhamma. Devemos fazer tudo para que o Dhamma seja conhecido por todos.
    A libertação é nossa meta!
    Conte copmigo Ajahn!

    • Rodrigo Bom de Oliveira

      12 junho, 2017 at 10:00

      Só em pensar que nao terei de atravessar o planeta novamente, que o ensinamento puro estará aqui em “casa”… podia ser no meio da amazonia que seria mais que perfeito. Veneravel Mudito, muito obrigado! Tive a honra de conversar contigo quando ainda estava na Tailandia e como comentei com amigos do caminho, tive uma sensação auspiciosa em relação ao Theravada no Brasil, depois da ocasião. Fico a disposição e desde já me coloco como voluntário.
      Muita Metta.

    • De início não apreciei muito a ideia, já que eu moro no Rio…
      Mas, analisando bem, acho que a escolha foi muito acertada: a “meio caminho” entre Rio e São Paulo. O local está em uma cidade turística, com toda a infra-estrutura que ela proporciona.
      Infelizmente aqui no Rio a violência está fora de controle mesmo. Certamente a decisão foi muito bem pensada e discutida.
      Estou ansioso pelo primeiro retiro!

  9. Aguardo um retiro já nas terras do primeiro mosteiro.
    Felicidades a todos
    Campo Grande/MS

  10. Fico extremamente feliz com o projeto e com a escolha do local! Contem comigo. Anumodana! 🙂

  11. Estou muito feliz em saber que a sangha theravada brasileira está fazendo todo esforço possível para estabelecer um vihara da tradição de floresta no Brasil. Quanto à “inclusão social”, esta é uma idéia modernista que não parte do ensinamento original do Buda Gotama. Todas estas idéias modernas em que certos grupos de tendencia política de esquerda ou outros, querem usar o Budismo e outras religiões como instrumento de manipulação para aplicação de suas idéias políticas é lamentável. Um verdadeiro discípulo do Buda se guia em primeiro lugar pelo ensinamento e valores eternos do Gotama contido nos suttas, e não em ideologias estranhas a este ou idéias modernistas não tradicionais.

    • Concordo plenamente.
      Felizmente esse tipo de atitude desonesta que vc cita foi prontamente desmascarada. Seus autores geralmente não tem ânimo para continuarem “malhando em ferro frio”. Preferem atuar em ambientes e mentes mais incautas e ingênuas.

  12. Curioso… Fiz uma pergunta, de forma extremamente respeitosa, e a mesma estava ‘aguardando moderação’. Contudo, de uma hora para outra, a mesma foi apagada sem qualquer justificativa…

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