Mosteiro Budista Suddhavāri

Budismo Theravada, Tradição da Floresta

Notícias!

Nosso projeto continua progredindo de vento em popa! Ajahn Mudito esteve esta semana em Brasília apresentando o projeto do mosteiro aos embaixadores de diversos países budistas e ficou muito contente em descobrir que vários deles são praticantes sérios de meditação, alguns praticam por horas diariamente e outros já participaram de vários retiros e tiveram experiências profundas com meditação.

Todos receberam com muita alegria nosso projeto e se dispuseram a procurar meios para auxiliar. Também um ministro do Supremo Tribunal Federal ficou sabendo da presença de Ajahn Mudito em Brasília e o convidou à sua casa para perguntar sobre Budismo, encontro que ocorreu na quinta-feira de manhã.

Como planejado, Ajahn Mudito está mudando-se dia 6 de julho para São Lourenço e já agora vamos entrar na fase de negociação do terreno. Por enquanto vamos alugar uma casa na região para servir de base de operações e facilitar a busca de opções de compra e já começar a construir um relacionamento com as pessoas da região. Esta casa talvez também sirva para que pessoas possam visitar e mesmo se hospedar.

Estamos quase atingindo a meta final de captação de recursos, mas de qualquer modo, atualmente já temos recursos suficientes para comprar um terreno. Por causa do preço, talvez não escolhamos comprar aquele que almejávamos inicialmente, mas com certeza algum terreno seremos capazes de comprar, com sorte, até o final do ano.  Ou seja, já é quase garantido o sucesso dessa fase inicial do projeto!

Mandaremos mais notícias semana que vem.

Muito obrigado a todos que colaboraram e que ainda vão colaborar. Que os méritos dessas ações seja para benefício de longa data para todos vocês!

Anumodanā.

12 Comentários

  1. Que os Budas, Arahats e Devas protetores do Dhamma vos abençoe em vossa empreitada. Que estes méritos gerados sejam para o benefício de todos os seres sencientes.

  2. Venerável, por favor, me responda uma dúvida que tenho.

    Seguir à risca os 5 preceitos é uma obrigação para todo budista leigo ou não é necessariamente obrigatório, mas sim apenas uma recomendação do Buda?

    Se eu bebo uma taça de vinho a cada dois ou três meses, por exemplo, não posso me considerar uma budista?

    Obrigada.

    Obs: se, por acaso, o Bhante não puder me responder e algum praticante avançado do Dhamma quiser esclarecer esta minha dúvida, fique à vontade., eu agradeço muito! Apenas peço que tenha certeza da resposta. Obrigada a todos!

    • Ajahn Mudito

      8 julho, 2017 at 18:20

      Seguir os preceitos não é uma obrigação, é um treinamento para a mente. Você faz para seu próprio benefício e não porque alguém mandou. Afinal, o próprio Buddha dizia que ele só aponta o caminho, então cabe às pessoas seguirem ou não de acordo com a capacidade de cada um. Não há uma “carteirinha” de Budista, se você se considera Budista ou não, é você quem decide. Não há batizado, não há comunhão. Mas o Buddha dizia que aquele que é o verdadeiro discípulo dele é o que pratica o que ele ensina, e não o que faz cerimônias e apenas presta reverência a ele de forma exterior. Então a pergunta que você deve fazer a si mesma é: até que ponto estou agindo da forma que o Buddha elogiava, até que ponto estou ainda ajo da forma que ele condenava?

  3. Venerável Ajahn Mudito, fiquei muito feliz e grato com o projeto de construção do primeiro mosteiro budista theravada no Brasil. Com relação a localidade também me agradou bastante, ainda que seja muito distante para mim o acesso pois moro no Ceará. Creio que para os brasileiros leigos e monges praticantes como um todo o melhor lugar seja de fato como o escolhido em São Lourenço, Minas Gerais. O local é estratégico tanto para os praticantes que residem em São Paulo como no Rio de Janeiro, assim como para os que moram em Belo Horizonte. Estou torcendo para que todas as etapas desse processo alcancem o ensejado, essa realização é um marco para todos nós, pois é o momento em que o sasana do Buda será fincado sob o nosso território e com certeza nos trará muitos frutos. Espero algum dia poder conhecer esse mosteiro, aqui na minha cidade existem alguns grupos de famílias budistas, mas muito reduzido. Não conheço ninguém que seja adepto do budismo theravada. Há alguns anos venho estudando os suttas em pali e outros textos. Acredito que o sutta pitaka é o cerne dos ensinamentos do Buda, tenho muita confiança no Buda, no dhamma e na sangha. A forma como os monges da tradição das florestas são na prática fiel e sincera do vinaya me faz pensar o quão é a importância dela nos nossos dias atuais.

  4. Adriano Sampaio

    9 julho, 2017 at 19:50

    Grandes Notícia!
    Metta.

  5. Não consigo entender por que as estátuas e imagens nos templos budistas, inclusive as imagens digitais que servem para ilustrar as publicações em blogs budistas (tal como a deste próprio post, por exemplo) são quase sempre douradas, de “ouro” ou, pelo menos, imitando a cor do ouro, que, como todos nós sabemos, remete à riqueza, ao extremo luxo…

    Pelo que eu saiba, o budismo é uma religião que prega o desapego a bens materiais, mas, contraditoriamente, vive embutindo o “ouro” em seus templos, em suas esculturas, e agora até mesmo em posts de blogs… Honestamente falando, acho incoerente pregar o desapego a coisas mundanas e, ao mesmo tempo, fazer corriqueiramente uso do ouro para enfeitar estátuas, monumentos e imagens de blogs budistas, tal como a deste próprio post (e tem outros neste mesmo site! O fascínio pelo “ouro” é exacerbado!)…

    É mais ou menos como alguém pregar a abstenção da vida sexual e, ao mesmo tempo, usar posters pornográficos para enfeitar as paredes do próprio quarto..

    Mas infelizmente esse não é um “mal” que assola somente o budismo. Em 2012, tive a oportunidade de visitar pessoalmente o Vaticano e fiquei muito triste em ver que tudo o que Jesus pregou estava em total desarmonia com toda aquela tradição luxuosa dos palácios do Vaticano e seus tesouros históricos da Basílica de São Pedro, em Roma. Nunca vi tanto ouro em um só lugar. Juro! Um luxo só…

    Lembro que sai de lá triste. Juro por tudo o que é mais sagrado… Nem quis tirar fotos, juro!

    • Eu entendo suas indagações, e uma parte é verdade nisso que tu dissestes. O que há de mais importante no dhamma vinaya é sua filosofia de vida, aquilo que o Buda ensinou é incomparável e nenhum tesouro, riquezas materias, ouro ou seja lá o que for pode simbolizar seus ensinamentos em toda a integra. Mas não é por isso que deveríamos negar o aspecto religioso (entenda-se religiosidade) e o aspecto cultural do budismo, na minha concepção essas ilustrações e esculturas que são bem chamativas nos templos budistas não se tratam de algo essencialmente importante, contudo não incorreria em dizer que se não houvesse também não seria necessário (embora não se trate de algo imprescindível). Mas a cor do ouro em si pode significar não apenas uma alegoria ao luxo e as riquezas terrenas como tu dissestes. Uma mesma imagem pode ter diversos significados dependendo do contexto em que nós estamos e da história que compartilhamos uns com os outros. Na minha opinião, essas imagem que remetem ao Buda podem significar o próprio desinteresse dele pelas coisas terrestres. Pois sabemos que o Buda levava uma vida luxuosa e quando obteve as quatro visões enquanto saiu do seu palácio descobriu a realidade da existência e se desencantou com o modo que ele vivia anteriormente. Nesse caso devemos entender tais imagens, não como uma alegoria ao luxo e aos prazeres mundanos, mas como uma forma de entender que nenhum desses tesouros se comparam com o maior tesouro.

      • Pois é, David, cada um que faça, então, a sua própria interpretação acerca daquilo que vê. Só acho que a simples presença de ouro ou quaisquer outros ornamentos que remetam ao luxo mundano são absolutamente desnecessários e tão somente geram dúvidas e polêmicas acerca do real escopo e seriedade daqueles que “ostentam” tais materiais. Não seria muito mais fácil substituir o ouro pela madeira, por exemplo?? Hoje mesmo, ao abrir o meu e-mail do BOL, dei de cara com a seguinte reportagem, veja lá:

        https://noticias.bol.uol.com.br/ultimas-noticias/internacional/2017/07/24/luxo-avioes-privados-e-relacoes-sexuais-o-caso-que-expos-a-crise-do-budismo-na-tailandia.htm

        Infelizmente, são muitos os que interpretarão o comportamento de tais monges mostrados nesta reportagem da mesma forma como você. Dirão que os óculos escuros, os aviões privados etc. apenas “remetem ao Buda e podem significar o próprio desinteresse dele pelas coisas terrestres”, como você mesmo disse.

        Aliás, recordo-me que quando fui à Basílica de São Pedro, em Roma, questionei a uma guia do Vaticano sobre o excesso de ouro e todo aquele luxo presente no local. Juro que ela me respondeu que “todo aquele ouro era para mostrar justamente o contrário, o ‘desapego’ da igreja em relação as coisas mundanas!” Acredite se quiser…

        Eu confio muito no Ajahn Mudito e o respeito profundamente, assim como todos os demais monges da linhagem de Ajahn Chah. Não estou aqui levantando quaisquer dúvidas sobre ele (que fique bem claro isso!!) Contudo, acho que (principalmente no mundo de hoje) o ouro (e qualquer outra coisa que remeta ao luxo) deveria ser evitado para não gerar dúvidas sobre a real intenção e objetivo desses religiosos, seja de qual religião for..

        • Me poupe de suas conclusões precipitadas. Em nenhum momento eu justifiquei o comportamento de certos “monges” que violam as regras do patimokkha e digo ainda mais, eles não são dignos nem do próprio nome que recebem e nem das roupas e dos alimentos que lhe são dados de boa vontade. Como você disse: “Infelizmente, são muitos os que interpretarão o comportamento de tais monges mostrados nesta reportagem da mesma forma como você. Dirão que os óculos escuros, os aviões privados etc. apenas “remetem ao Buda e podem significar o próprio desinteresse dele pelas coisas terrestres”, como você mesmo disse.” Talvez você nem tenha lido o meu comentário como eu tive que me dar ao esforço de ler o seu, por isso começa a dizer coisas que eu não disse ou então pega partes do meu comentário para interpretá-los do modo que lhe convém. Em nenhum momento eu falei sobre o comportamento dos monges, e de fato, para aqueles que são sinceros na prática do dhamma qualquer uma dessas coisas (luxo, aviões privados, óculos escuros.. etc) tem pouca ou nenhuma importância, exceto para aqueles que são monges apenas superficialmente. Também fiquei sabendo dessa reportagem, um completo absurdo e anti-budista. Mas eu não costumo generalizar as coisas, e voltando a nossa discussão inicial estávamos falando sobre o ouro, mais especificamente (a cor do ouro?). Pois bem acho que não há mais nada a dizer aqui, o que foi dito já foi dito. “Bhikkhus, para um discípulo que tem convicção na mensagem do Abençoado e vive para penetrá-la, o que se harmoniza com o Dhamma é: ‘O Abençoado é o Mestre, eu sou um discípulo. O Abençoado é aquele que sabe, não eu.” MN 70. Muita paz.

          • Vejo raiva em suas palavras, meu caro… Espero que eu esteja enganado…

            Muita paz para ti!
            Um forte abraço! Felicidade!

  6. Venerável,

    Mês passado, eu iria contribuir com o projeto do mosteiro e, na época, este site mostrava duas contas bancárias as quais eu poderia fazer depósitos (por favor, me corrija se eu estiver enganada). Uma das contas era nominal a “Sociedade Budista do Brasil” e a outra conta bancária era nominal a “Erico Lopes Pereira”. No entanto, hoje, ao acessar a página, só consta a conta nominal a “Sociedade Budista do Brasil”. O Venerável possui conta bancária em seu nome? Posso doar por meio daquela conta?

    Obrigado, Venerável!

    • Sim possuo. Antes de sair da Tailândia, quando o projeto ainda era de construir uma stupa no Rio de Janeiro, um leigo tailandês pediu que eu abrisse uma conta pois ele queria mandar recursos para ajudar o projeto. Depois de stupa, o projeto virou mosteiro e a conta acabou não sendo mais utilizada.

      Eu tirei do site porque não havia doação nenhuma sendo feita por lá, e mesmo que houvesse, seria um pouco difícil transferir os recursos para o Brasil sendo que eu não estou na Tailândia. Além disso, a existência dessa conta estava sendo utilizada por uma pessoa mal intencionada para me acusar de não seguir a regra monástica. Então, uma vez que não tinha nenhuma boa razão para mantê-la, a removi. Mas a conta ainda existe, se um dia eu tiver a oportunidade de voltar à Tailândia, vou encerrá-la.

      No que diz respeito à regra monástica, é permissível a um monge possuir uma conta, só que a explicação é uma pouca longa, é preciso primeiro entender alguns conceitos:
      1- Atendente: o Buddha não autorizou os monges a possuírem dinheiro, mas autorizou o uso de um atendente, alguém que mantenha guarda do dinheiro em nome do doador, para ser utilizado em benefício daquele monge. Por exemplo, um monge vai viajar e há um leigo indo junto, um doador pode depositar um valor com aquele leigo e instruí-lo: “Esse dinheiro é para ajudar nas despesas de viajem do venerável.” Quando isso acontece o monge tem o dever de acompanhar como o dinheiro está sendo gasto e informar o doador caso o atendente o esteja utilizando de forma imprópria.
      2- Kappiya Vohāra: certas ações são proibidas aos monges mas eles podem indicar a alguém o que deve ser feito utilizando “expressão apropriada” (kappiya vohāra). Por exemplo, aos monges é proibido cortar plantas, mas a utilização de kappiya vohāra é permitida, então o monge poderia dizer “Está vendo essa planta? Seria bom se você a cortasse!” ou mesmo “Você poderia cortar essa planta?”, indicando seu desejo de que a planta fosse cortada. O que ele não pode fazer é dar uma ordem direta: “Corte essa planta.” Já para outras coisas o Buddha não autorizou a utilização de kappiya vohāra, por exemplo, matar seres vivos. Um monge não pode dizer “Seria bom se dedetizassem essa casa!” tendo a intenção de os insetos sejam mortos.
      No caso de dinheiro o Buddha autorizou o uso de kappiya vohāra. Não sendo o dono do dinheiro, o monge não pode dizer ao atendente “Pegue esse dinheiro e compre aquilo.”, mas ele pode dizer “Esse dinheiro poderia ser usado para comprar aquilo.” ou “Me seria útil ter um desses.” esperando que assim o atendente compre o objeto em questão.
      3- Posse: o Buddha determina que a posse existe somente quando o monge de fato entende ou determina mentalmente “Esse dinheiro me pertence.” Se o monge não entende dessa forma, mesmo que o dinheiro seja depositado para dele, ele ainda assim caracterizou-se a tomada de posse. Por exemplo, quando Ajahn Chah ou outros mestres da tradição da floresta iam a uma cerimônia onde monges de vário monastérios eram convidados, alguns desses monges seguiam a regra monástica, outros não. Os doadores, às vezes uma figura importante da comunidade, passava em frente a cada monge sentado no palanque lhes dando um envelope com uma doação em dinheiro. Os monges que não seguiam a regra monástica aceitavam de bom grado, os monges da floresta simplesmente permaneciam em silêncio, sem se mexer. O doador em geral deixava o envelope em frente ao monge, mas este, apesar de não ter feito nenhum gesto de recusa, mentalmente não aceitava a posse do dinheiro. Às vezes eles notavam mentalmente “Eu não aceito isso.” Então, quando acabava a cerimônia, eles simplesmente se levantavam e iam embora, sem tocar no dinheiro. Se algum leigo do monastério estivesse por perto, ele poderia recolher aquele valor e mais tarde depositá-lo na caixa de doações do monastério.

      Tendo dito tudo isso, por que o monge ter uma conta bancária não necessariamente acarreta em ofensa da regra monástica? O banco neste caso age como atendente/guardião do dinheiro. No que me diz respeito, jamais entendi que o dinheiro me pertença, sempre entendi que ele pertence ao doador original e que o banco é o guardião do mesmo. Quando eu precisasse que algo fosse feito com aquele dinheiro, eu posso, por exemplo, dar o cartão do banco e senha a alguma pessoa e sugerir a ela, utilizando kappiya vohāra, sacar e usar o dinheiro de uma maneira apropriada. A conta estar em meu nome é apenas uma formalidade exigida pelo banco. Na época eu pedi para abrirem em nome da Sociedade Budista do Brasil, mas o banco recusou pois não é uma instituição registrada na Tailândia, então ela teve que ser aberta em meu nome. Também não havia um leigo com quem eu tivesse intimidade suficiente, ou confiança, para pedir que ele abrisse a conta em nome dele. No passado já houve problemas com leigos roubando os fundos destinados aos monges, inclusive há o caso de um famoso mestre que ficou tão desencantado ao saber que os leigos que ele julgava de confiança estavam roubando todo dinheiro que era doado ao monastério, que esse monge largou todos seus deveres como abade e foi morar isolado no campo, e até hoje se recusa a aceitar qualquer encargo administrando monastérios.

      Então é isso. Na época me foi pedido que abrisse uma conta, sabendo que não era uma ofensa da regra, eu o fiz. Isso é relativamente normal na Tailândia e vários monges que conheço, quando são responsáveis por administrar recursos, agem como descrevi acima – inclusive meu professor, Luang Pó Piak. Com relação ao dinheiro que estava lá, quando houve a mudança do projeto de stupa para mosteiro, eu fiz contato com o doador original e pedi permissão para direcionar o dinheiro para auxiliar na compra das passagens de LP Liem e sua comitiva que estavam para vir ao Brasil. O dono do dinheiro deu sua permissão e eu então pedi que fizessem a transferência para a conta da pessoa que estava organizando a viagem. E no que me diz respeito a história se encerra aí. Se um dia tiver oportunidade de ir à Tailândia, vou tentar me lembrar de encerrar essa conta.

      Um adendo: vendo nos comentários acima que mais uma vez nossa página está virando ringue de brigas, vou fechar o site para novos comentários. Não é que seja proibido discutir, só acho que um lugar melhor para isso seria sites como o Facebook ou Twiter que foram feitos para esse propósito. A sessão de comentários aqui era mais intencionada a responder dúvidas. Então, caso alguém tenha dúvidas ou queira fazer perguntas, em vez de escrever nos comentários, basta enviar por e-mail para mosteiro@sociedadebudistadobrasil.org e quando possível, eu ou alguém da equipe, responderá. Até mais. Acho que dentro das próximas semanas já teremos notícias muito, muito boas para divulgar. Um abraço!

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