Nosso projeto é comprar um terreno numa área rural para construir um mosteiro para residência de monges e centro de retiro para praticantes laicos. No mosteiro haverá um salão de meditação, cabanas para moradia dos monges, cabanas ou dormitório para uso dos leigos que venham fazer retiros de meditação, cozinha, escritório, e demais estruturas e apoio. Características importantes para o local do mosteiro são o contato com a natureza, a tranquilidade e segurança do local, e a facilidade de acesso.

Porque um mosteiro

O Budismo Theravada já está presente no Brasil há muitos anos na figura de diversos grupos laicos que promovem o estudo das escrituras, a prática de meditação e regularmente organizam retiros para prática mais intensa. Como consequência natural deste trabalho, mais e mais pessoas começaram a se interessar pelos ensinamentos do Buddha – buscando aprofundar ainda mais seu conhecimento, algumas optaram por renunciar à vida laica e tomar ordenação monástica. Atualmente já existem sete monges brasileiros, a maioria residindo na Tailândia e todos estudando e praticando seguindo os modos da Tradição da Floresta Tailandesa.

Dado o crescente número de pessoas interessadas em aprofundar sua prática pessoal, o que se soma à existência de um pequeno núcleo de monges brasileiros, e também visando abrir a possibilidade para que no futuro pessoas possam tomar o caminho monástico sem ter que ir morar fora do país, ficou cada vez mais forte o desejo de criar-se um mosteiro Theravada no Brasil. Entre os inúmeros benefícios que isto gerará, podemos citar:

  • Criar a possibilidade para que os monges brasileiros existentes no momento, caso o desejem, possam voltar a residir no Brasil e, assim, continuar seu desenvolvimento pessoal, além de estarem próximos de suas famílias e dar oportunidade para que os praticantes leigos tenham acesso a eles e possam aprender com seus ensinamentos e convívio.
  • Num momento futuro, abrir a possibilidade para que brasileiros possam vir a tomar a ordenação monástica e realizar seu treinamento aqui mesmo, sem ter que viajar para outros países. Isso é importante porque atualmente somente pessoas que falam inglês e são capazes de arcar com os custos de tal viagem possuem esta oportunidade. Com a existência de um mosteiro no Brasil, a chance de tomar um caminho monástico estaria aberta a um grupo maior de pessoas.
  • Havendo monges residindo no país, estes poderiam regularmente ir até os centros de práticas existentes nas diversas regiões do país para transmitir os ensinamentos do Buddha e liderar retiros de meditação – atividades que atualmente requerem a vinda de pessoas do exterior, o que gera custos muito elevados e sempre também há a barreira da linguagem entre o professor e os alunos. Com monges morando no país, ensinamentos de qualidade podem ser oferecidos de forma gratuita ou com custo muito reduzido a todos. Grupos menores, que antes jamais teriam recursos para arcar com a visita de um professor de Dhamma qualificado, conseguirão fazê-lo.
  • Utilizando os recursos modernos de comunicação, os monges poderão transmitir ensinamentos online a partir do próprio mosteiro, dando oportunidade para que mesmo aqueles que moram em cidades onde não haja grupo budista, possam ouvir o Dhamma.
  • O mosteiro será também um centro de prática intensiva para a comunidade laica, dando a oportunidade para que todos aqueles que queiram, possam passar um período em retiro pessoal num ambiente apropriado, com acesso a bons professores e comunidade de praticantes. A princípio só haverá residência de monásticos do sexo masculino, mas praticantes laicos de ambos os sexos poderão se hospedar para retiros pessoais.
  • Todos os serviços do mosteiro e trabalho dos monges serão oferecidos de forma gratuita, deixando a cargo daqueles que se beneficiam decidirem se e quanto querem doar para ajudar a garantir a existência do local.

A linhagem

O mosteiro está sendo construído com a intenção de ser oficialmente membro da “Forest Sangha”, um grupo de mosteiros ocidentais criados e mantidos por monges discípulos do famoso mestre tailandês, Ajahn Chah. Isto significa que os monges seguirão o modo de prática e conduta de Wat Pah Pong que especifica, entre outras coisas, que os monges devem viver uma vida dedicada à reclusão e prática de meditação, devem viver com frugalidade, abrindo mão de toda posse e uso de dinheiro e vivendo somente de doações voluntárias.

Alguns mestres famosos da nossa linhagem são: Ajahn Chah, Ajahn Liem, Ajahn Sumedho, Ajahn Pasanno, Ajahn Piak, Ajahn Anan, Ajahn Dtun (Tan), Ajahn Amaro, Ajahn Jayasaro, entre muitos outros. Alguns mosteiros bem conhecidos da nossa Sangha são: Wat Pah Pong, Wat Marp Jan, Wat Boonyawad, Amaravati Buddhist Monastery, Abhayagiri Buddhist Monastery, Mosteiro Budista Sumedharama, entre outros.

Quem está envolvido

Quem lidera todo o projeto é Ajahn Mudito. Ele é paulista, nascido em 1977, ordenou-se sāmanera (noviço) em 2003 e bhikkhu (monge) em 2004 em Wat Pah Pong, tendo Ajahn Liem como upajjhāya (preceptor). Viveu dois anos em Wat Pah Nanachat e mudou-se para Wat Pah Cittabhavana para viver junto a seu professor, Ajahn Piak. Mais informações sobre ele podem ser obtidas no site http://muditobhikkhu.weebly.com/info.html.

No que diz respeito à comunidade laica, quem está liderando o projeto é a Sociedade Budista do Brasil, do Rio de Janeiro. Também contando com o suporte da Casa de Dharma, de São Paulo, do grupo Dhamma Ghara, de São Lourenço e da Sociedade Vipassana de Brasília.

A Sociedade Budista do Brasil é uma entidade jurídica religiosa, sem fins lucrativos, cujo presidente é Ajahn Mudito. Todo o projeto será realizado tendo a estrutura legal da Sociedade Budista como fundação, tentando sempre ser o mais transparente possível no que diz respeito à captação e utilização de recursos.

Como ajudar

Para que esse projeto possa virar realidade necessitamos da ajuda de todos. As pessoas interessadas podem doar recursos financeiros ou trabalho, mas para os estágios iniciais de compra do terreno e construção de infraestrutura básica, o que é realmente necessário é a captação fundos. A partir do momento em que já houver um terreno comprado, com eletricidade e água corrente, então também poderemos fazer uso da ajuda de pessoas que queiram se voluntariar e participar do trabalho de construção de edificações e reflorestamento, além da participação nas diversas atividades referentes à administração e funcionamento diário de um mosteiro.

Aqueles que quiserem contribuir financeiramente podem fazê-lo através da conta-corrente:

Banco Itaú, Agência 0093, Conta 06279-2
Nominal a Sociedade Budista do Brasil, CNPJ 34.021.832/0001-06
Para doações de fora do país: Swift Code ITAUBRSP

Doações por cartão de crédito

Saiba mais

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Biografia de Ajahn Chah

Biografia de Ajahn Liem